Vida profissional

Capitalismo, inovação e rendas

13 de abril de 2015

Leia em 2 minutos

lampada-ideiaDias atrás assistia um programa de TV onde os apresentadores negociavam um equipamento médico do século passado. Uma relíquia usada para tratar pacientes que eram acometidos de meningite. A transação ocorria em algum lugar dos Estados Unidos. Pus-me a pensar: imagina se o inventor desta máquina tivesse nascido em uma país socialista ou anti-capitalista? As rendas pela venda e exploração econômica estariam submetidas ao Estado e ele não seria dono de sua própria inventividade e inovação. Muito provavelmente esta máquina não teria sido inventada

Que estímulo seu criador teria para desenvolver uma nova tecnologia e salvar milhares (milhões?) de vidas e também ganhar algum dinheiro? Nenhum. “Ah! Mas ele podia ser motivado pelo altruísmo e por ver a necessidade dos outros”. E quem disse que ele não estava motivado também por isso? O que é pernicioso é que, em uma economia que não respeita a propriedade privada e a liberdade, ele não conseguiria receber pela sua criatividade, pois todas as rendas deveriam ser “socializadas”. O que em bom português significa beneficiar uma elite de burocratas estatais.

Sou um entusiasta do capitalismo porque onde há propriedade privada, liberdade para fazer negócios e pouco ou nenhum entrave a empresas e empreendedores é possível encontrar pobres ficando ricos, o trabalho sendo valorizado, saúde e educação e outros benefícios sociais florescendo e evoluindo, como é o caso do exemplo dado acima – um entre vários.

Os problemas no capitalismo ocorrem quando há dois cenários, segundo Jensen (fonte abaixo): quando há monopólios; e quando empresas e empresários não são responsabilizados pelos danos que provocam. E isso não se corrige com menos capitalismo, mas com mais liberdade, mais democracia e instituições claras e bem estabelecidas.

JENSEN, Michael C. Value maximization, stakeholder theory, and the corporate objective function. Journal of Applied Corporate Finance, v. 22, n. 1, p. 32-42, 2010

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