Vida profissional

Uso da matemática nos negócios

23 de agosto de 2015

Leia em 3 minutos

ram-charanNa entrevista divulgada pela revista Exame de 29 de abril de 2015 com Ram Charan (Chegou a hora da gestão matemática) este indiano destaca a importância do uso da matemática para o sucesso de mercado das empresas. Ele afirma, por exemplo, que os “algoritmos estão mudando rapidamente a natureza dos negócios”.

Lendo a reportagem dele é possível perceber como isto pode ajudar as organizações. Muitos gestores estão presos ao power point ou a conjecturas e subjetividades. Muitas empresas deixam de analisar padrões e olham apenas para casos isolados. Estatística, inteligência artificial, algoritmos, métodos quantitativos e análise multivariada podem levar as organizações a outro patamar de desempenho.

Circunscrito a círculos mais acadêmicos, o uso destes mecanismos parece não agradar o mundo corporativo brasileiro. Talvez atraia a alta administração das empresas, mas a impressão que se tem é que os ocupantes das gerências médias tendem a evitar esta abordagem. É provável que isso se dê por causa da formação dos gerentes ou por causa do nosso ensino no Brasil, tão averso a matemática. É claro que afirmo isso com base na minha experiência e em conversas com outros colegas.

As empresas, não importa seu porte ou nicho, devem usar análises sofisticadas para avaliar seu desempenho e para investigar seu mercado. Para tal é importante dispor internamente de informações confiáveis e uma massa de dados que forneçam o insumo necessário.

Quando falamos em matemática nas organizações a primeira coisa que vem a mente é a aplicação na área de finanças da companhia. Ram Charan, contudo, tem o mérito de usar exemplos eloquentes que apontam para usos além da típica abordagem financeira. Ele diz:

A varejista Macy’s, por exemplo, está usando a tecnologia para unir as informações de vendas online com as de lojas físicas. Os algoritmos ajudam a cruzar dados de compras e estoques de modo que um consumidor possa comprar um produto na loja online e trocá-lo na física, se quiser.

A tecnologia ajuda a cruzar dados de geolocalização com o perfil dos clientes, permitindo que se façam ofertas específicas para cada um deles enquanto estiver dentro da loja. Outro exemplo é o da General Electric, que está criando uma divisão para lidar com análise de dados.

A GE montou um time no Vale do Silício para criar, para seus clientes, serviços de análise avançada capazes de prever quando um equipamento precisará de manutenção. No ano passado, dois terços das receitas já vieram de serviços baseados em patentes matemáticas.

Talvez a introdução de métodos matemáticos mais requintados seja o que sua empresa precisa para ganhar maior eficiência, competitividade, se adiantar a tendências e melhorar seu desempenho.

Imagem: Revista Exame.

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