Cristianismo

Como escolher as músicas que você escuta? Princípios para os cristãos

7 de fevereiro de 2016

Leia em 4 minutos

notas-musicais-coloridasEntre cristãos sempre foi e sempre será polêmico discutir o assunto música, mais particularmente ritmos. Por quê? Porque a maioria dos cristãos são zelosos com as influências a que são submetidos. Muitos estão também corretamente preocupados com o tipo de mistura que pode ocorrer entre o “mundo” e a “igreja”. Outros são simplesmente chatos (rs).

O fato é que, sendo a maioria do corpo de Cristo zelosa e preocupada, muitos saem a emitir opinião sobre os mais diversos assuntos sem ler o suficiente, sem pesquisar com integridade e honestidade e sem buscar a direção da Palavra de Deus. Precisamos cuidar para que não tenhamos zelo sem entendimento (Romanos 10:2).

Divido com vocês abaixo quatro princípios que uso para escolher as músicas que eu escuto e consequentemente coloco no meu Google Play Música (não é merchan, ok? Pode continuar usando seu Spotify ou seu ITunes – rs).

1- Não pode ensinar valores não-cristãos: isso não quer dizer que eu só escuto música “de igreja”, mas que procuro não expor meus ouvidos, por exemplo, a músicas com palavrões e vulgaridade. Música dita secular é bem vinda, desde que com qualidade e bons valores.

2- Eu preciso entender o que escuto: não tenho restrição nenhuma a qualquer ritmo, mas convenhamos, alguns grupos e estilos não nos permitem entender uma vírgula do que dizem dada a gritaria e a própria falta de clareza na organização das ideias. Além disso, “nem todo ritmo se adequa a mensagem do Evangelho” (Rev. Augustus Nicodemus). É preciso que a música permita que você reflita sobre o que ela está falando. Já imaginou ouvir uma música só porque a “batida é legal”, mas cuja letra está num idioma que você não entende e que xinga seu Salvador e os pricípios que ele pregava?

3- Elas precisam ser inteligentes: evito músicas que não fazem outra coisa a não ser repetir frases, não respeitam minimamente a norma culta ou falam bobagens (nesse momento acabei de restringir uma montanha das músicas populares de hoje). Música dita cristã que distorce a Palavra ou são vazias de conteúdo, de estética e de inteligência, a meu ver, devem ser evitadas.

“Nem tudo que é secular é mundano. Nem tudo que é gospel é cristão” Autor desconhecido

4- Tanto quanto possível busco saber sobre o autor e aquela obra: aquele álbum está ajudando alguma causa social? O intérprete e/ou compositor está envolvido em algum escândalo ou cujo exemplo seja danoso à sociedade? Ainda que produza boa música, por uma questão de escândalo (Mateus 18:7), é bom não tornar público preferências por artistas que reiteradamente lutam contra o Evangelho. Bons artistas podem e devem ser incentivados.

A música é uma forma muito bonita dos homens enviarem seus recados a Deus (os salmos são isso, o homem falando com o Criador) e uma maneira muito peculiar de Deus falar conosco. Que não restrinjamos a ação de Deus na sociedade baseados em nossa experiência, cultura, preferências e gostos particulares.

E você? Quais outros princípios você usa para escolher as músicas que escuta?

Abaixo dois vídeos interessantíssimos. O primeiro com a explicação do Rev. Augustus Nicdemus sobre se o cristão pode ouvir “música secular”; o segundo é o testemunho do Bono Vox, cristão e vocalista da banda U2.


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